Já considerando seu afastamento inevitável, a presidente Dilma Rousseff estuda reajustar o Bolsa Família. A medida foi discutida na segunda-feira (25) em uma reunião da presidente com movimentos sociais que apoiam o governo. Para líderes desses movimentos, o aumento agradaria à base do PT e tiraria “o doce da boca de Michel Temer”, que promete reajustar os valores do benefício. Antes do processo de impeachment, o governo programava um reajuste, mas seria apenas no segundo semestre. Dilma ainda não definiu o reajuste, mas já solicitou estudos de cálculos e cenários. Entre os desenhos avaliados, está o reajuste global de R$ 1 bilhão.
O Bahia venceu o Vitória por 1 a 0, nesta quinta-feira (28), no Barradão, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Baiano. O gol tricolor foi anotado aos 43 minutos do segundo tempo pelo volante Wesley. Apesar da grande movimentação dos times, as duas equipes deixaram a desejar nas finalizações. Com o resultado, o time comandado pelo técnico Aroldo Moreira ampliou sua vantagem e agora pode perder até por um gol de diferença para ficar com o título. Já o Rubro-negro precisa vencer por dois gols. A partida de volta está marcada para a próxima quinta (5), às 15h, em Pituaçu.
O governador Rui Costa assinou, nesta quinta-feira (28), a ordem de serviço da primeira das 28 policlínicas que serão construídas na Bahia por meio de consórcios interfederativos de saúde. O equipamento será construído em Teixeira de Freitas, no extremo sul do estado, e deve atende aos moradores de 13 municípios da região. A solenidade foi realizada no campus da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde Rui também inaugurou um pavilhão de aulas e área administrativa da UFSB, assinou o termo de cessão de uso de um terreno para nova ampliação da universidade e entregou um caminhão baú para uma cooperativa de produtores rurais. Rui visitou o terreno onde as máquinas já estão fazendo a terraplanagem para a construção da policlínica e analisou o projeto junto com técnicos. De acordo com ele, a obra é um investimento de aproximadamente R$ 11 milhões, além de R$ 6 milhões em equipamentos. “A policlínica será construída ao lado do Campus de Saúde da UFSB. Serão oferecidas 31 especialidades médicas, além de todos os exames, junto ao laboratório do Lacen [Laboratório Central de Saúde Pública], marcados por meio dos postos de saúde. A operação será custeada pelo consórcio, que terá ônibus com ar condicionado para trazer os pacientes dos municípios”, explicou.
Um grupo de senadores entregou nesta quinta-feira (28) à presidente Dilma Rousseff uma carta na qual solicitam que ela aceite encerrar seu governo mais cedo e apoie uma proposta de emenda constitucional para realização de novas eleições já em outubro. A proposta é por novas eleições para mandato tampão de dois anos ou uma proposta de plebiscito sobre fim do governo, que viabilize novas eleições para driblar a impossibilidade constitucional. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro com os autores da PEC, solicitou que entregassem a carta, na qual apelam para um gesto de "grandez e coragem" da presidente. O documento foi entregue ao chefe de gabinete, Jaques Wagner, pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A carta tem assinaturas de senadores do PMDB, PSB, Rede, PDT, PSD, PCdoB e PT. O assunto já foi tema de conversas entre Dilma, Wagner e Lula. “A gravidade do momento porque passa a Nação brasileira só será superada com atos de grandeza e coragem de nossas lideranças e nossas instituições políticas”, diz o texto da carta, completando que a crise não se resolverá com o impeachment. “Apelamos em favor de uma saída altiva de apoio a uma saída da crise pelo voto popular”, pedem os senadores, invocando ainda que Dilma “se coloque a disposição do povo brasileiro”. O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) é contra. "Sempre defendi eleições pelas vias constitucionais. A não ser que o TSE tome a decisão pela impugnação da chapa de Dilma e Temer, não há hoje caminho constitucional que leve a novas eleições antes de 2018", disse.
A duração “normal” de uma relação sexual, entre a penetração e a ejaculação masculina, é de 5,4 minutos. A conclusão é do psicólogo Brendan Zietsch, da Universidade de Queensland, na Austrália, que analisou diversos estudos recentes sobre o tema. De acordo com um artigo publicado por Zietsch no site científico The Conversation, a pesquisa mais confiável sobre o assunto considerou a relação de 500 casais de cinco países. Os pesquisadores pediram que as relações sexuais fossem cronometradas durante um mês. O resultado foi que não há um tempo ideal para o sexo: entre os participantes do estudo, o sexo dos casais durou de 33 segundos até 44 minutos. Com a grande variação, os cientistas decidiram utilizar a mediana – índice que considera a maior concentração de respostas –, que foi de 5,4 minutos. O estudo também concluiu que o uso de preservativos não interfere no tempo. O único fator capaz de alterar o tempo foi a idade do homem: os parceiros de 18 a 30 anos tiveram penetrações médias de 6,5 minutos. Já os com mais de 51 anos só “duravam” cerca de 4,3 minutos. Apesar de parecer um tempo curto, Zietsch avalia que, do ponto biológico, as relações sexuais humanas não são longas por estarem ligadas à questão da reprodução. Do ponto de vista evolutivo, uma penetração rápida com ejaculação já seria suficiente.
O primeiro escalão de um cada vez mais provávelGoverno Michel Temer(PMDB) tem tudo para se tornar uma mistura de nomes que foram homens de confiança de duas gestões presidenciais, a de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Dos 21 ministeriáveis que foram colocados na mesa até agora, dez já estiveram em uma das duas gestões. Há outros cinco que ocuparam cargos no Governo Rousseff, mas não por exatamente próximos a ela, mas por acordos políticos com o próprio PMDB ou com o PSD. “Se ocorrer, o governo Michel será uma espécie de Frankenstein de Lula com o FHC. Isso sem excluir o núcleo duro peemedebista”, disse um auxiliar do PMDB que acompanha as negociações. As conversas foram intensificadas pelo vice-presidente desde que a Câmara dos Deputados admitiu, em 17 de abril, o processo deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff(PT).
Além disso, Temer deverá fazer um corte no número de ministérios. A expectativa é que entre sete e dez sejam cortados. Hoje, são 32 pastas. Essa redução, no entanto, não deve interferir na participação de alguns dos partidos do “centrão” do Congresso Nacional, como o PSD e o PP, que somam 83 das 513 cadeiras na Câmara e 10 das 81 vagas do Senado. Ambos deverão manter parte dos cargos que já ocupavam na gestão Dilma Rousseff. As legendas nanicas que deram apoio ao impeachment ficariam com cargos de menor expressão, como presidências de autarquias e superintendências.
Os atos contra o impeachment da presidente Dilma e contra o plano de governo de Michel Temer ocorrem em vários pontos de São Paulo. Na foto, manifestante segura cartaz durante protesto na Radial Leste, no sentido centro, antes do metrô Corinthians-Itaquera, na zona leste.
A Frente Povo Sem Medo, composta por dezenas de movimentos sociais e sindicais contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), realiza na manhã desta quinta-feira, 28, uma série de bloqueios em avenidas e rodovias de oito Estados e do Distrito Federal. O objetivo da frente é “parar o Brasil” em protesto contra o afastamento da presidente.
A maioria das manifestações acontece na cidade de São Paulo. Na Marginal do Tietê, um grupo de manifestantes interditou a pista local no sentido Ayrton Senna, próximo ao Sambódromo. O trânsito ficou muito congestionado durante a manhã. Eles bloquearam todas as faixas ateando fogo em pneus e pedaços de madeira. De acordo com a Polícia Militar, o protesto foi pacífico e terminou sem incidentes.
O MTST também interditou totalmente a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, o sentido centro da Ponte do Socorro, em Santo Amaro, a Rodovia Anchieta, no quilômetro 23, sentido capital, e a Radial Leste, perto do metrô Corinthians-Itaquera. Na Régis Bittencourt, o trânsito ficou engarrafado nos dois lados, pois um grupo ateou fogo em pneus perto de Taboão da Serra. Na Rodovia Raposo Tavares, houve também um protesto, que foi encerrado no início da manhã.
Em Sumaré, no interior de São Paulo, o objetivo é “sitiar” a cidade fechando todos pontos de acesso ao município. Além disso a frente realiza bloqueios em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.Paraná. A rodovia do Contorno Sul, em Curitiba, no quilômetro 593, na região do bairro Sabará, foi bloqueada no início da manhã pelo MTST. O protesto é parte da mobilização nacional do movimento contra o processo de impeachment da presidente Dilma e “pela manutenção dos programas sociais dos governos Lula-Dilma, principalmente o Minha Casa, Minha Vida”. Por meio de nota, o MTST informou que “o processo de impeachment constitui um golpe institucional articulado” entre o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, o vice-presidente Michel Temer e os “interesses internacionais norte-americanos”.
Ceará
O MTST interditou trecho da BR-116, a principal via de entrada de Fortaleza. Os manifestantes fizeram uma barricada com queima de pneus no quilômetros 8 da rodovia, que ficou interditada até as 9h, depois da formação de mais de cinco quilômetros de congestionamento. O coordenador do MTST no Ceará, Róger Medeiros, disse que o ato foi para "denunciar a ação articulada para o golpe e o ajuste fiscal anunciado num possível governo Michel Temer". Segundo ele, "o MTST não reconhece a legitimidade e legalidade desse possível governo". O protesto contou com 80 pessoas e começou às 7h. Ainda em Fortaleza, o Movimento dos Sem Terra (MST) ocupa desde a madrugada desta quinta a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles protestam também sobre o que consideram "golpe" contra Dilma.
Rio de Janeiro
Um grupo de 80 manifestantes do MTST fechou um trecho da Avenida do Contorno, na cidade de Niterói, por volta das 7h. Eles queimaram pneus e interditaram a via no sentido Niterói, na altura do estaleiro Aliança, por cerca de meia hora. A ação provocou congestionamento na Rodovia do Contorno, que dá acesso a Ponte Rio Niterói. Os manifestantes se retiraram do local após a chegada da polícia. No mesmo horário, cerca de 100 integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestaram nas proximidades da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense. O grupo ficou na porta da refinaria e não fechou nenhuma via.
No encontro, Dilma ouviu pedidos para que aproveitasse os últimos dias antes da votação do processo no Senado para fazer acenos em direção à base que a reelegeu. Um dos pedidos é a nomeação de integrantes dos movimentos para preencher vagas deixadas por partidos que abandonaram o governo para apoiar o impeachment e entregaram seus cargos no governo.
Segundo relatos, os representantes dos movimentos sugeriram que Dilma tomasse uma série de ações que teriam como objetivo garantir a unidade das entidades na reta final da resistência ao impeachment e na oposição a um eventual governo Michel Temer. Entre elas reajustar o valor do Bolsa Família, retirar projetos enviados ao Congresso que afetam direitos dos trabalhadores, anunciar uma série de desapropriações agrárias e retomar as contratações de empreendimentos do Minha Casa Minha Vida.
Segundo participantes da reunião, Dilma ouviu com atenção e ficou de avaliar os pleitos.
Além disso os movimentos pediram a nomeação de integrantes de grupos que se empenharam no combate ao “golpe” para os cargos vagos na Esplanada dos Ministérios. O pedido havia sido feito, por meio de resolução política e nota, pelo diretório nacional do PT e pela Frente Brasil Popular, na semana passada.
Pelo Facebook, o MTST confirmou nesta quinta que há 14 bloqueios organizados só em São Paulo. "O objetivo da mobilização é denunciar o golpe em curso no país e defender os direitos sociais, que entendemos estarem ameaçados pela Agenda de retrocessos apresentada por Michel Temer caso assuma a presidência. Não aceitaremos golpe. Nem nenhum direito a menos", diz o texto divulgado pelo MTST.
Outro protesto
Em Tremembé, na zona norte da capital, um ônibus foi incendiado na rua Ushikichi Kamiya. O incidente aconteceu às 20h30 na altura do número 452. O veículo ficou atravessado na pista, e as chamas chegaram a atingir a fachada de uma loja próxima. A Polícia Militar não confirmou o motivo do protesto nem se alguém foi preso. / COLABORARAM LUCIANA AMARAL, CONSTANÇA REZENDE, LAURIBERTO BRAGA E JULIO CESAR LIMA, ESPECIAIS PARA O ESTADO.