quarta-feira, 1 de junho de 2016

Resistência a Alice deve provocar PT a formalizar chapa com Lídice em Salvador

Quinta, 02 de Junho de 2016 - 00:59


por Fernando Duarte
Resistência a Alice deve provocar PT a formalizar chapa com Lídice em Salvador
Foto: Montagem/ Bahia Notícias
A aliança entre PT e PCdoB para as eleições de 2016 em Salvador não deve se repetir como aconteceu há quatro anos. Os comunistas mantêm o nome da deputada federal Alice Portugal da disputa, porém a parlamentar enfrenta resistência dentro do arco de alianças do governador Rui Costa – além de possuir um teto para crescimento, não representaria o projeto tanto quanto a ex-vereadora e atual secretária de Políticas para Mulheres, Olívia Santana, considerada favorita nos orbes petistas. A hipótese de substituição de Alice por Olívia, como aconteceu em 2012, quando a ex-vereadora foi vice na chapa de Nelson Pelegrino (PT), chegou a ser cogitada por interlocutores próximos ao governador e descartada pelas instâncias do PCdoB. Na contabilidade do partido entra até mesmo o futuro político das duas expoentes da sigla na capital baiana, que entrariam em rota de colisão numa eventual disputa por votos em eleições futuras. O resultado dessa manutenção de Alice é a tendência do PT a formalizar a chapa com a senadora Lídice da Mata (PSB), que chegou a ser candidata a vice do então candidato do PT à prefeito em 2008, Walter Pinheiro. Oficialmente, conforme o PT discursa, tanto o PCdoB quanto o PSB podem encabeçar a chapa, porém, nos bastidores, figuras ligadas aos comunistas admitem que a possibilidade de Alice ter um vice petista é cada vez mais remota. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o cenário caminha para a base de Rui ter três candidatos na capital baiana: Pastor Sargento Isidório (PDT), Alice Portugal e Lídice da Mata, a última tendo como vice um petista ainda não definido. Outros dois partidos, PSD e PSL, também participam das negociações, porém não colocam nenhum nome na disputa por vaga na eleição majoritária: querem focar nas eleições proporcionais e buscam coligações para ampliar a perspectiva de eleitos na Câmara de Vereadores.  

Fonte: Bahia Notícias

SEMINÁRIO: DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR E SUSTENTABILIDADE

Quinta, 02 de Junho de 2016 - 00:19

Fora de agenda oficial, Geddel Vieira Lima tem encontro secreto com Eduardo Cunha

Quinta, 02 de Junho de 2016 - 00:14


Fora de agenda oficial, Geddel Vieira Lima tem encontro secreto com Eduardo Cunha
Foto: Bruna Castelo Branco / Bahia Notícias
O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, teve nesta terça-feira (31) um encontro com o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A reunião, que não estava na agenda oficial de Geddel, ocorreu um dia antes da leitura do parecer do relator Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do peemedebista, que ocorreu nesta quarta (1º). De acordo com a Coluna do Estadão, Cunha afirmou que “não confirma nem desmente” o encontro.  “Simplesmente não falo”, disse. Já Geddel confirmou a reunião e relatou que ela durou entre cinco e dez minutos. De acordo com ele, a visita foi uma espécie de cortesia. “Senão, fica parecendo falta de espírito humanitário”, afirmou. 
Fonte: Bahia Notícias

Cunha diz não temer cassação ou prisão: 'Absoluta certeza que serei absolvido'

Quarta, 01 de Junho de 2016 - 16:47


Cunha diz não temer cassação ou prisão: 'Absoluta certeza que serei absolvido'
Foto: Lula Marques / Agência PT
O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou qualquer medo de consequências do processo no Conselho de Ética e das investigações da Lava Jato. Em entrevista nesta quarta-feira (1º) à Rádio Estadão, o peemedebista disse ainda que poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa após decisão do conselho. "Não temo ser cassado e nem preso pela Lava Jato, tenho absoluta certeza que serei absolvido", disse Cunha. O parlamentar afirmou ainda que desconhecer o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), mas só o fato de ele ser relator do seu processo já seria um elemento para anular a tramitação. Isso porque Rogério trocou o PDT pelo DEM, partido que hoje faz parte do mesmo bloco do PMDB, considerado um impeditivo para que relatasse sua representação. Rogério já havia rebatido o argumento, dizendo que valeria o bloco do início da legislatura. Cunha aproveitou a ocasião para se defender da acusação de quebra de decoro por mentir na CPI da Petrobras em 2015 e disse que não é titular de contas na Suíça. Outra negativa foi que seu processo é até então o mais longo da história da Câmara e de que o próprio parlamentar organiza manobras para atrasar ainda mais a decisão sobre a denúncia - tampouco a tentativa do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) em mudar as regras da votação. A situação da presidente Dilma Rousseff (PT) também foi pauta entrevista, sobre a qual Cunha disse esperar seu afastamento efetivo e descredibilizou a entrevista em que a petista cita-o como mentor do governo Michel Temer (PMDB). "Ela [Dilma] tem fixação [por mim], até compreendo o ódio dela, porque dei curso ao processo de impeachment que levou ao seu afastamento. Eu me ajoelho para agradecer a Deus por tê-la afastado da presidência, ela fez muito mal ao País, não dá pra ela governo o Brasil", comentou. Questionado sobre as crises no governo Temer, Cunha relativizou os problemas e traçou um paralelo com a gestão Itamar Franco, sucessor de Fernando Collor de Mello após o impeachment. "Este ainda é um governo de improviso, constituído às pressas. Se fizermos paralelo com Itamar, vamos ver que em sete meses ele teve quatro ministros da Fazenda, foi uma crise de muito maior tamanho. Óbvio que o improviso de hoje não é bom, mas deve se resolver quando se tornar definitivo", avaliou. Cunha reiterou que o primeiro passo para isso é o Senado confirmar o afastamento de Dilma e a união das forças políticas.
Fonte: Bahia Notícias

Corrêa diz que Luis Eduardo Magalhães liderou compra de votos para reeleição no governo FHC


Quarta, 01 de Junho de 2016 - 16:44


por Mateus Coutinho, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo| Estadão Conteúdo
Corrêa diz que Luis Eduardo Magalhães liderou compra de votos para reeleição no governo FHC
Foto: Agência Brasil
Em sua delação premiada firmada com a força-tarefa da Lava Jato, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), condenado pelo juiz Sérgio Moro a 20 anos e três meses de prisão enquanto ainda cumpria sua pena no mensalão, desenterrou um episódio polêmico do Congresso durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1994-2002): a compra de votos de deputados para apoiar a emenda da reeleição, em 1997. Corrêa, que admitiu ter se envolvido em crimes desde seu primeiro mandato parlamentar, em 1978 pela extinta Arena, afirmou aos investigadores que o episódio envolvendo o governo FHC "foi um dos momentos mais espúrios" que ele presenciou em todos os anos de deputado federal. Segundo o delator, houve uma disputa de propinas. Pedro Corrêa disse que estavam em lados opostos o governo Fernando Henrique e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que na época havia acabado de deixar a Prefeitura de São Paulo com alta aprovação e com sua candidatura à Presidência da República cogitada. O delator da Lava Jato relatou que por parte do governo federal a iniciativa da reeleição foi liderada pelo então ministro das Comunicações Sérgio Motta (morto em 1998) e pelo então presidente da Câmara Luis Eduardo Magalhães (também morto em 1998 e na época do PFL) com o apoio do deputado Pauderney Avelino - atualmente líder do DEM na Câmara - , dos então governadores Amazonino Mendes (PFL-AM) e Olair Cameli (PFL-AC) "entre outras lideranças governistas". De acordo com Pedro Corrêa, essas lideranças "compraram os votos para a reeleição de mais de 50 deputados". O delator, contudo, estava do outro lado da "disputa". "Além dos fatos já narrados, o colaborador também participou deste episódio, mas de forma contrária, tentando alijar com propinas deputados em desfavor da emenda constitucional com recursos do então ex-prefeito da cidade de São Paulo e hoje deputado federal, Paulo Maluf (PP-SP)", afirmou Pedro Corrêa aos investigadores. Segundo o ex-deputado, naquela época Maluf - atualmente alvo de dois mandados de prisão internacional por supostamente ter lavado dinheiro no exterior desviado da Prefeitura de São Paulo - havia terminado seu mandato na capital paulista com 90% de aprovação e cogitava disputar a Presidência. "Maluf sabia que seu maior concorrente seria o presidente à época, FHC, isso se o governo conseguisse passar a emenda da reeleição". Para tanto, relata Corrêa, Maluf convocou ele e os deputados Severino Cavalcanti e Salatiel Carvalho "para se contrapor ao governo e também cooptar, com propina, parlamentares que estivessem se vendendo ao governo FHC". Maluf acabou sendo derrotado e o governo conseguiu, em uma votação esmagadora, aprovar a emenda que garantiu a Fernando Henrique - também com alta aprovação popular na época - mais quatro anos de mandato. Em 28 de janeiro daquele ano, a emenda constitucional da reeleição foi aprovada no plenário da Câmara em primeiro turno por 336 votos a favor, 17 contra e seis abstenções. Na ocasião, a compra de votos foi denunciada em reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, que revelou gravações de conversas parlamentares dizendo terem recebido R$ 200 mil para aprovar a medida. Um deles, Ronivon Santiago, admitiu ter recebido a quantia. Oito dias depois, os dois deputados flagrados nas gravações renunciaram ao mandato e o caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República.

Deputado Luis Eduardo Magalhães | Foto: Reprodução / IstoÉ Notícias
Procurado pela reportagem, Fernando Henrique Cardoso disse que Pedro Corrêa apenas repetiu o que foi veiculado pela imprensa na época e que já tratou do assunto em sua biografia lançada recentemente sobre o período em que ocupou a Presidência da República, chamada "Diários da Presidência". No livro, ele relata que o episódio foi uma "questão do Congresso". Em um dos diários da Presidência ele chega a relatar que foi informado por Luis Eduardo Magalhães que Maluf teria oferecido R$ 1 milhão ao deputado Fernando Brandt (PFL-MG), da comissão da Câmara que analisava a proposta da emenda constitucional da reeleição, para votar contra a medida. No livro, porém ele não cita outros parlamentares nem os detalhes relatados por Pedro Corrêa. Paulo Maluf afirmou que o ex-presidente tucano é que deve ser ouvido sobre o caso. "O favorecido no episódio foi Fernando Henrique Cardoso com a sua reeleição, e portanto é o FHC que deve ser ouvido", disse, por meio de sua assessoria. O líder do DEM, Pauderney Avelino, também se defendeu das acusações: "rechaço com veemência as referências feitas a mim pelo ex-deputado Pedro Corrêa, autointitulado corrupto. Não responderei aos bandidos e ladrões do dinheiro público", disse, em nota. A reportagem entrou em contato e encaminhou e-mail para a assessoria de ACM Neto, da família de Luis Eduardo Magalhães, mas não obteve retorno. Os demais políticos que ainda estão vivos citados na delação não foram encontrados para comentar o caso e o espaço está aberto para a manifestação deles.
Fonte: Bahia Notícias

Tremor empresarial das delações anunciadas

Quarta, 01 de Junho de 2016 - 16:43


por Samuel Celestino
Tremor empresarial das delações anunciadas
Odebrecht negocia delação | Foto: Cicero Rodrigues/ WEF
As delações premiadas que envolvem o ex-presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, têm características semelhantes: ambos são baianos e as suas empresas nasceram no estado. Não somente as duas, mas ainda a UTC, que ganhara corpo numa ascensão vertiginosa, comandada pelo também baiano Ricardo Pessoa, um dos primeiros a realizar delação premiada no setor das empreiteiras. Marcelo, preso há quase ano, desde a semana passada decidiu-se, acompanhado por seus executivos, pela delação e as expectativas passaram a ser fortes sobre o que informará à Operação Lava Jato. Já com relação a Léo Pinheiro existem dúvidas. As suas primeiras informações foram complicadas. Fez uma defesa de Lula em relação ao triplex de Guarujá, construído pela OAS, além do sítio de Atibaia, também em São Paulo, reformado pela mesma empresa que então presidia. Gerou-se,  a partir daí, muitas incertezas, como se fosse uma espécie de proteção ao ex-presidente, de quem é muito amigo. Os interrogadores passaram a não acreditar no que dissera estabelecendo-se fortes suspeições. De qualquer modo, esperam-se os coelhos que sairão das cartolas dos delatores, principalmente da cartola de Marcelo Odebrecht que, por se recusar a fazê-las, supõe-se tenha muito que revelar. Ele já foi condenado a penas pesadas e a sua saída passará pela delação. As expectativas vão da relação dos negócios da empresa no Brasil como no exterior. Ademais, a empreiteira atravessa uma fase dificílima, com débitos em torno de 100 bilhões de reais, como é sabido, e tem feito, em consequência, demissões a rodo em várias partes do país. Enquanto isso, o setor empresarial espera, alguns com tremores, o que será por ele revelado em  variados segmentos. Esta foi  a razão básica que deixou Marcelo Odebrecht silencioso durante um ano numa prisão da Polícia Federal no Paraná.  
Fonte: Bahia Notícias

Presidente de comitê da bacia diz que Velho Chico não suporta ser eixo hidrelétrico

Quarta, 01 de Junho de 2016 - 16:41


por Francis Juliano, de Belo Horizonte
Presidente de comitê da bacia diz que Velho Chico não suporta ser eixo hidrelétrico
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias
Um dos pontos que ajudariam a dar sobreviva ao rio São Francisco é tirá-lo da condição de responsável pela geração da energia para o país. Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Anivaldo Miranda, não há como o rio suportar essa tarefa. “O São Francisco não pode ser o eixo absolutamente vital do sistema integrado hidrelétrico brasileiro”, afirmou nesta quarta-feira (1º), durante lançamento da campanha Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico. Segundo Miranda, é preciso diversificar a matriz energética da bacia do São Francisco, com estímulo à energia eólica e solar, por exemplo.
Fonte: Bahia Notícias